Uma das maiores preocupações de mulheres que consideram fazer FIV (fertilização in vitro) é a quantidade de hormônios envolvida no tratamento. “Vou ficar inchada?”, “Vou ganhar peso?”, “Esses hormônios são seguros?”, “Vou precisar de muitas injeções?” – essas são perguntas frequentes que a Dra. Isabela Siqueira, ginecologista especialista em reprodução humana na CRAD – Clínica de Reprodução Assistida de Dourados (MS), ouve regularmente. A resposta é clara e tranquilizadora: durante a FIV utilizamos medicamentos hormonais para otimizar processos que já aconteceriam naturalmente no organismo, mas de forma controlada e planejada. Vamos desvendar esse tema com profundidade e segurança.
O Que é Estimulação Ovariana e Por Que é Necessária?
A estimulação ovariana é o processo de usar medicamentos hormonais para estimular o desenvolvimento de múltiplos folículos ovarianos em um único ciclo menstrual. Mas por que isso é necessário?
Ciclo Natural vs. Ciclo Estimulado
Em um ciclo menstrual natural:
- O corpo produz hormônios que estimulam o desenvolvimento de vários folículos.
- Apenas UM folículo “vence” e libera um óvulo (ovulação).
- Os outros folículos regridem e são reabsorvidos.
- Resultado: 1 óvulo disponível por ciclo.
Em um ciclo estimulado (FIV):
- Utilizamos medicamentos para estimular o desenvolvimento de MÚLTIPLOS folículos simultaneamente.
- Coletamos vários óvulos maduros em uma única coleta.
- Isso aumenta significativamente as chances de sucesso, porque:
- Nem todos os óvulos coletados serão viáveis.
- Nem todos os óvulos fecundados se desenvolverão normalmente.
- Nem todos os embriões implantarão com sucesso.
Números reais:
- Mulheres com menos de 35 anos: em média, 8-12 óvulos coletados resultam em 1 gravidez bem-sucedida.
- Mulheres entre 35-40 anos: em média, 10-15 óvulos coletados resultam em 1 gravidez bem-sucedida.
- Mulheres com mais de 40 anos: em média, 15-20 óvulos coletados resultam em 1 gravidez bem-sucedida.
Sem estimulação, teríamos apenas 1 óvulo por ciclo – o que reduziria drasticamente as chances de sucesso.
Os Hormônios Utilizados na FIV: Entenda Cada Um
Durante a FIV, utilizamos vários hormônios diferentes, cada um com um papel específico e bem definido. Vamos explorar cada um em detalhes:
1. FSH (Hormônio Folículo-Estimulante)
O que é:
- Hormônio produzido naturalmente pela glândula pituitária (hipófise).
- Essencial para o desenvolvimento dos folículos ovarianos.
- Presente em todas as mulheres, em diferentes concentrações ao longo do ciclo menstrual.
Função na FIV:
- Estimula o crescimento dos folículos ovarianos.
- Aumenta a produção de estradiol (hormônio que prepara o endométrio).
- Permite o desenvolvimento sincronizado de múltiplos folículos.
Como é administrado:
- Injeção subcutânea (sob a pele) diariamente.
- Geralmente iniciado no 2º ou 3º dia do ciclo menstrual.
- Duração: 8-14 dias, dependendo da resposta ovariana.
- Doses variam de 75 a 450 UI (Unidades Internacionais) por dia, conforme a idade, peso e reserva ovariana.
Marcas comuns:
- Gonal-F, Puregon, Follistim (FSH recombinante).
- Menopur (FSH + LH).
Efeitos colaterais possíveis:
- Inchaço abdominal leve.
- Sensibilidade mamária.
- Dor leve no local da injeção.
- Raramente: síndrome de hiperestímulo ovariano (SHEO) – discutiremos depois.
2. LH (Hormônio Luteinizante)
O que é:
- Hormônio produzido naturalmente pela glândula pituitária.
- Trabalha em conjunto com FSH para regular o ciclo menstrual.
- Essencial para a maturação final dos óvulos.
Função na FIV:
- Participa da maturação final dos óvulos.
- Prepara os óvulos para que possam ser coletados no momento ideal.
- Estimula a produção de progesterona após a ovulação (importante para implantação).
Como é administrado:
- Injeção subcutânea diariamente.
- Geralmente iniciado junto com FSH ou alguns dias depois.
- Duração: similar ao FSH (8-14 dias).
- Doses variam de 75 a 150 UI por dia.
Marcas comuns:
- Luveris (LH recombinante).
- Menopur (FSH + LH).
Efeitos colaterais possíveis:
- Similares ao FSH.
- Geralmente bem tolerado.
3. hCG (Gonadotrofina Coriônica Humana) ou Agonista de GnRH
O que é:
- hCG: hormônio produzido naturalmente durante a gravidez.
- Agonista de GnRH: medicamento que mimetiza o hormônio liberador de gonadotrofinas.
Função na FIV:
- Desencadeia a maturação final dos óvulos.
- Prepara os óvulos para a coleta.
- Timing crítico: aplicado 34-36 horas antes da coleta de óvulos.
Como é administrado:
- Injeção intramuscular (no glúteo) ou subcutânea.
- Dose única, no momento exato calculado pela equipe médica.
- Timing é crítico – atraso ou antecipação pode comprometer a coleta.
Marcas comuns:
- Ovidrel (hCG recombinante).
- Pregnyl (hCG urinário).
- Decapeptyl, Leuprolida (agonistas de GnRH).
Efeitos colaterais possíveis:
- Dor no local da injeção.
- Inchaço abdominal.
- Raramente: reação alérgica.
4. Estradiol
O que é:
- Hormônio sexual feminino produzido naturalmente pelos ovários.
- Presente em todas as mulheres, em diferentes concentrações ao longo do ciclo.
Função na FIV:
- Acompanha a resposta dos ovários durante a estimulação.
- Participa do preparo do endométrio (revestimento uterino).
- Torna o endométrio mais receptivo para uma futura implantação.
- Indica se a estimulação está funcionando adequadamente.
Como é monitorado:
- Dosagem de sangue a cada 2-3 dias durante a estimulação.
- Ultrassom transvaginal para visualizar o crescimento dos folículos.
- Níveis esperados: aumentam gradualmente conforme os folículos crescem.
- Níveis finais (dia da coleta): geralmente 1.500-3.000 pg/mL.
Não é administrado como medicamento:
- O estradiol é produzido naturalmente pelos folículos em desenvolvimento.
- Não é injetado ou tomado como medicamento.
- É monitorado para avaliar a resposta ovariana.
Efeitos colaterais possíveis:
- Inchaço abdominal.
- Sensibilidade mamária.
- Náusea leve.
- Raramente: trombose (risco aumentado em mulheres com predisposição).
5. Progesterona (Suporte Lúteo)
O que é:
- Hormônio produzido naturalmente após a ovulação.
- Essencial para manutenção da gravidez.
Função na FIV:
- Prepara e mantém o endométrio receptivo para implantação.
- Suporta o desenvolvimento inicial do embrião.
- Iniciada após a coleta de óvulos e mantida até 10-12 semanas de gravidez.
Como é administrado:
- Injeção intramuscular diária (óleo de amendoim ou óleo de milho).
- Ou cápsula vaginal (Utrogestan).
- Ou gel vaginal (Crinone).
- Duração: 10-14 dias após transferência embrionária (se não houver gravidez), ou até 10-12 semanas (se houver gravidez).
Marcas comuns:
- Progesterona 100mg IM.
- Utrogestan (cápsula vaginal).
- Crinone (gel vaginal).
Efeitos colaterais possíveis:
- Inchaço abdominal.
- Sensibilidade mamária.
- Dor no local da injeção (se IM).
- Corrimento vaginal (se vaginal).
- Sonolência.
6. Medicamentos Adicionais: Agonistas e Antagonistas de GnRH
Agonistas de GnRH:
- Função: Suprimem a produção natural de hormônios para evitar ovulação prematura.
- Marcas: Decapeptyl, Leuprolida, Buserrelina.
- Administração: Injeção subcutânea ou spray nasal.
- Timing: Iniciado na fase lútea do ciclo anterior (protocolo longo) ou no início da estimulação (protocolo curto).
Antagonistas de GnRH:
- Função: Bloqueiam a produção de hormônios para evitar ovulação prematura.
- Marcas: Cetrotide, Orgalutran.
- Administração: Injeção subcutânea diária.
- Timing: Iniciado quando o folículo dominante atinge 12-14mm.
- Vantagem: Protocolo mais curto, menos injeções.
Quantidade de Injeções: Quanto Realmente é Necessário?
Uma das maiores preocupações das mulheres é: “Quantas injeções vou precisar fazer?”
Contagem Típica de Injeções
Protocolo longo (com agonista de GnRH):
- Agonista de GnRH: 7-14 dias (1 injeção por dia) = 7-14 injeções.
- FSH: 8-14 dias (1 injeção por dia) = 8-14 injeções.
- LH (se necessário): 8-14 dias (1 injeção por dia) = 8-14 injeções.
- Antagonista de GnRH: 3-5 dias (1 injeção por dia) = 3-5 injeções.
- hCG gatilho: 1 injeção.
- Total: 27-48 injeções durante a estimulação.
Protocolo curto (com antagonista de GnRH):
- FSH: 8-12 dias (1 injeção por dia) = 8-12 injeções.
- Antagonista de GnRH: 3-5 dias (1 injeção por dia) = 3-5 injeções.
- hCG gatilho: 1 injeção.
- Total: 12-18 injeções durante a estimulação.
Protocolo natural ou mini-FIV:
- Poucas ou nenhuma injeção de estimulação.
- Apenas hCG gatilho.
- Total: 1-5 injeções.
Reduzindo o Número de Injeções
Existem estratégias para reduzir o número de injeções:
- Protocolo curto com antagonista: Reduz significativamente o número de injeções.
- Medicamentos combinados: Alguns medicamentos combinam FSH + LH, reduzindo o número de injeções.
- Mini-FIV ou FIV natural: Para mulheres com boa resposta ovariana, pode-se usar estimulação mínima.
- Congelamento de esperma: Permite usar esperma congelado, reduzindo a necessidade de sincronização perfeita.
Esses Hormônios São Seguros?
Esta é a pergunta mais importante. A resposta é: sim, são seguros quando usados corretamente e monitorados adequadamente.
Por Que São Seguros?
1. Hormônios Naturais
- Os hormônios utilizados na FIV são idênticos aos produzidos naturalmente pelo corpo.
- Não são “químicos estranhos” – são substâncias que seu corpo já produz.
- A diferença é que utilizamos doses controladas e monitoradas.
2. Monitoramento Rigoroso
- Dosagens de sangue a cada 2-3 dias.
- Ultrassom transvaginal para visualizar o crescimento dos folículos.
- Ajustes de dose conforme necessário.
- Equipe médica acompanha cada passo.
3. Duração Limitada
- A estimulação dura apenas 8-14 dias.
- Não é um tratamento de longo prazo.
- Após a coleta, os hormônios são descontinuados (exceto progesterona, se houver gravidez).
4. Efeitos Colaterais Geralmente Leves
- A maioria dos efeitos colaterais é temporária e esperada.
- Desaparecem após o término da estimulação.
Riscos Reais (Raros)
Síndrome de Hiperestímulo Ovariano (SHEO):
- Ocorre em 1-2% dos ciclos de FIV.
- Causada por resposta exagerada dos ovários aos hormônios.
- Sintomas: dor abdominal severa, náusea, vômito, ganho de peso rápido, dificuldade para respirar.
- Tratamento: repouso, hidratação, monitoramento. Casos severos podem exigir hospitalização.
- Prevenção: monitoramento cuidadoso, ajuste de doses, congelamento de embriões (evita gravidez que piora SHEO).
Trombose Venosa Profunda (TVP):
- Risco aumentado em mulheres com predisposição genética.
- Muito raro em mulheres sem fatores de risco.
- Prevenção: avaliação de risco antes do tratamento, hidratação adequada, movimento regular.
Infecção:
- Risco mínimo durante a coleta de óvulos.
- Prevenção: técnica estéril, antibióticos profiláticos quando indicado.
Sangramento:
- Risco mínimo durante a coleta de óvulos.
- Prevenção: técnica cuidadosa, monitoramento pós-coleta.
Efeitos Colaterais Comuns: O Que Esperar
Muitas pacientes ficam apreensivas quando ouvem falar em medicações hormonais. Mas é importante lembrar que esses hormônios já fazem parte da fisiologia feminina. O que fazemos é utilizá-los de forma controlada, segura e monitorada para favorecer o tratamento.
Efeitos Colaterais Esperados
Inchaço Abdominal:
- Muito comum durante a estimulação.
- Causado pelo aumento do tamanho dos ovários e acúmulo de fluido.
- Geralmente leve a moderado.
- Desaparece após a coleta.
- Manejo: roupas soltas, hidratação, repouso.
Sensibilidade Mamária:
- Comum durante a estimulação.
- Causada pelo aumento de estradiol.
- Geralmente leve.
- Desaparece após a coleta.
- Manejo: sutiã confortável, evitar pressão.
Dor Leve no Local da Injeção:
- Muito comum.
- Geralmente desaparece em minutos.
- Manejo: aplicar gelo antes da injeção, massagear após.
Dor Pélvica Leve:
- Causada pelo aumento do tamanho dos ovários.
- Geralmente leve a moderada.
- Desaparece após a coleta.
- Manejo: repouso, analgésicos (paracetamol, ibuprofeno).
Náusea Leve:
- Menos comum.
- Geralmente leve.
- Manejo: refeições pequenas e frequentes, gengibre, hidratação.
Alterações de Humor:
- Algumas mulheres relatam irritabilidade ou ansiedade.
- Causada por flutuações hormonais.
- Geralmente leve.
- Desaparece após a coleta.
- Manejo: apoio emocional, técnicas de relaxamento.
Ganho de Peso Leve:
- Algumas mulheres ganham 1-2 kg durante a estimulação.
- Causado principalmente por retenção de fluido, não ganho de gordura.
- Desaparece após a coleta.
- Manejo: hidratação adequada, exercício leve.
Efeitos Colaterais Raros Mas Sérios
Síndrome de Hiperestímulo Ovariano (SHEO):
- Dor abdominal severa.
- Náusea e vômito persistentes.
- Ganho de peso rápido (mais de 1 kg por dia).
- Dificuldade para respirar.
- Urina escura ou reduzida.
- Procure atendimento médico imediatamente se apresentar esses sintomas.
Protocolos de Estimulação: Escolhendo o Melhor para Você
Existem vários protocolos de estimulação, cada um com vantagens e desvantagens. A Dra. Isabela Siqueira escolhe o protocolo mais adequado para cada paciente, considerando:
- Idade
- Reserva ovariana
- Resposta ovariana em ciclos anteriores
- Preferências pessoais
- Condições de saúde
Protocolo Longo com Agonista de GnRH
Indicações:
- Mulheres com boa reserva ovariana.
- Ciclos menstruais regulares.
- Sem histórico de resposta pobre.
Vantagens:
- Supressão completa de hormônios naturais.
- Melhor controle do ciclo.
- Menores taxas de ovulação prematura.
Desvantagens:
- Mais injeções.
- Mais dias de estimulação.
- Mais caro.
Protocolo Curto com Antagonista de GnRH
Indicações:
- Mulheres com reserva ovariana reduzida.
- Ciclos menstruais irregulares.
- Histórico de resposta pobre.
- Preferência por menos injeções.
Vantagens:
- Menos injeções.
- Menos dias de estimulação.
- Mais barato.
- Menos efeitos colaterais.
Desvantagens:
- Risco ligeiramente maior de ovulação prematura.
- Menos tempo para ajuste de doses.
Mini-FIV ou FIV Natural
Indicações:
- Mulheres com reserva ovariana muito reduzida.
- Preferência por estimulação mínima.
- Preocupação com efeitos colaterais.
Vantagens:
- Poucas ou nenhuma injeção.
- Menos efeitos colaterais.
- Mais barato.
Desvantagens:
- Menos óvulos coletados.
- Menores taxas de sucesso.
- Requer múltiplos ciclos.
Por Trás de Cada Aplicação: Um Objetivo Claro
A Dra. Isabela Siqueira enfatiza um ponto crucial: por trás de cada aplicação existe um objetivo muito claro: sincronizar o organismo para criar as melhores condições possíveis para que o tratamento aconteça com segurança e eficiência.
Cada hormônio tem um papel específico:
- FSH e LH estimulam o desenvolvimento de múltiplos folículos.
- Estradiol prepara o endométrio.
- Antagonista de GnRH evita ovulação prematura.
- hCG gatilho desencadeia a maturação final.
- Progesterona suporta a implantação.
Nada é aleatório. Nada é excessivo. Tudo é calculado, monitorado e ajustado para maximizar suas chances de sucesso.
Dúvidas Frequentes Sobre Hormônios na FIV
P: Os hormônios vão me deixar inchada permanentemente? R: Não. O inchaço é temporário e causado principalmente por retenção de fluido. Desaparece após a coleta de óvulos.
P: Vou ganhar peso permanentemente? R: Não. Qualquer ganho de peso durante a estimulação é principalmente retenção de fluido. Volta ao normal após a coleta.
P: Os hormônios aumentam o risco de câncer? R: Não. Estudos de longo prazo não mostram aumento de risco de câncer de mama, ovário ou útero com uso de hormônios para FIV.
P: Posso fazer exercício durante a estimulação? R: Sim, mas exercício leve. Evite exercício intenso ou levantamento de peso, pois aumenta o risco de torção ovariana.
P: Posso trabalhar durante a estimulação? R: Sim, na maioria dos casos. Alguns dias você pode se sentir cansada ou desconfortável, mas a maioria das mulheres continua trabalhando normalmente.
P: Quanto tempo leva para os hormônios saírem do meu corpo? R: A maioria dos hormônios é eliminada em 24-48 horas após a última injeção. Progesterona pode levar mais tempo se continuada após a coleta.
P: Os hormônios afetam meu ciclo menstrual futuro? R: Não. Seu ciclo menstrual volta ao normal após o término do tratamento.
Seu Corpo, Seus Hormônios, Seu Sucesso
A Dra. Isabela Siqueira quer que você saiba: os hormônios utilizados na FIV não são “químicos estranhos” que vão prejudicar seu corpo. São substâncias que seu corpo já produz, utilizadas de forma controlada e monitorada para criar as melhores condições possíveis para o sucesso do tratamento.
Sim, você terá que fazer injeções. Sim, você pode ter alguns efeitos colaterais leves. Mas esses são pequenos preços a pagar pela oportunidade de realizar seu sonho de maternidade.
Se você tem dúvidas ou preocupações sobre hormônios na FIV, agende uma consulta na CRAD. A Dra. Isabela oferecerá informações completas, personalizadas e baseadas em evidência científica.
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Dra. Isabela Siqueira
Ginecologista Especialista em Reprodução Humana | CRAD em Dourados/MS

